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25 de julho de 2022

Chegar, retroceder, progredir

Chegámos ontem pela hora do jantar. Os planos de viagem tiveram de ser alterados, devido ao atraso na partida. Estava pensado vir por Tui e daí por Santa Tegra. 
Faremos isso amanhã, ainda que tendo que  retroceder. A vida não é, porém, necessariamente seguir-se em frente. Progride-se quando se recua.
Enfim, Vigo: uma longa descida a pé, vindos do hotel, rumo ao restaurante, a pensar no pior ao ter de regressar. Tudo aqui parece de quebra-costas.
A cidade, limpa, tranquila. O ar fresco, depois do pavoroso tempo tórrido destes dias, pelo que vimos na TV Galicia aqui também. 
Praça Compostela: uma feira de livros! A visitar assim que se jante!
Jantar: pimentitos Padrón para abrir. 'Unos pican, otros non". Aqui calhou-nos o "non". "Manipulam-nos para que se comam mais em busca dos picantes" ironizou o empregado do restaurante enquanto trazia o prato principal: paella,  naturalmente com "caña" para beber. Caña no sentido de cerveja, não de aguardente de cana de açúcar entenda-se, apesar do regresso ao hotel ter sido de táxi...
A feira dos livros, entretanto, "cerrada". Amanhã também é dia.

29 de setembro de 2013

Camões, esse desconhecido...


«La Plaza de Portugal, proyectada a finales de los años veinte del pasado siglo, fue inaugurada en 1933, con motivo de la celebración de una semana de Portugal en Vigo. Y un año más tarde, el monumento a Luis de Camões, ofrecido a la ciudad por el Comité de la Exposición Colonial de Oporto, que presidía el capitán Enrique Galvao. Su autor fue el escultor Souza Caldas, director de la Escuela Industrial de Oporto y que tenía el taller en Vila Nova de Gaia. Desde hace años, las autoridades consulares de Portugal en Vigo vienen reclamando, sin éxito hasta ahora, un rótulo o placa "que diga quien es el hombre ilustre a quien rememora ese busto de bronce." [...] [ler a notícia completa no Faro de Vigo aqui]

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Fonte da imagem: aqui

11 de agosto de 2013

Vigo: o Capitão Nemo


Tributo da realidade à ficção, homenagem das gentes de Vigo ao Capitão Nemo e ao seu genial criador Jules Verne [ver aqui]. A estátua foi encomendada pela Associação das Mulheres Empresárias de Pontevedra. A obra pertence ao escultor José Molares. 
Sentado em cima do seu lendário polvo, o autor de As 20 000 Léguas Submarinas [ler o texto integral aqui] ali está, sisudo e misterioso. Um dos capítulos do livro denomina-se A Baía de Vigo. Eis a razão.

9 de agosto de 2013

O rufar do coração


Na rua, em Vigo, aproximava-se de nós um som e nós ao seu encontro. A vista encontrou o local. Uma banda de música, uma vasta assistência. O som ocupava a praça em dia quente, irmanando-se no calor humano da assistência. Ao mudar as folhas da pauta percebeu-se que iriam tocar uma zarzuela. Os metais abriram o tom, sussurante a "caixa" rufava o coração.

Este parte...


Terra de emigração, a Galiza deu ao mundo tanta força de trabalho que lhe falta. Também a Portugal. Em oitenta anos quase um milhão de galegos emigrou. 
Trabalhadores esforçados, a aceitar as mais humildes funções, ficou na nossa terminologia o «trabalhar como um galego» o sinónimo de trabalhar que nem escravo [ver aqui], no patamar da vida, onde se sofrem as humilhações e desconsiderações dos que do trabalho emigrado usufruem.
Estive no porto de Vigo onde se presta, pela estatuária, uma homenagem comovida a todos quantos partiram na luta pelo pão. A afastar-se, a modesta mala na mão, ei-lo que parte. As lágrimas dos que ficam são a sua "morrinha". A regra é nunca olhar para trás, para que não se parta o coração.