domingo, 29 de março de 2015

A poesia une: João Verde e Amador Saavedra



A poesia une povos. Segundo o jornal Faro de Vigo «El puente internacional de Salvaterra y Monçao, que hoy domingo cumple 20 años desde su entrada en servicio, se denomina desde ayer "Joâo Verde e Amador Saavedra", en honor a los poetas que escribieron versos sobre la unión de las dos villas.
Los actos contaron también con la firma de un protocolo de hermanamiento entre las dos localidades para compartir servicios y poner en marcha proyectos conjuntos para beneficiar a sus vecinos.». A notícia é também divulgada pela Câmara Municipal de Monção [ver aqui]
+
João Verde [pseudónimo de José Rodrigues do Vale], nasceu em Monção no ano de 1866, no Largo da Palma, e faleceu em 1934, na “Casa do Arco”, Rua Conselheiro Adriano Machado, conhecida localmente como Rua Direita. [sobre ele ver mais aqui]

sábado, 18 de outubro de 2014

Costa da Morte

Regressa o corpo ao local natural do seu destino, levado em viagem pela torrente na convulsão que é a vida. Talvez seja aqui o limiar do que se chame casa, uma pálida luz, ido o horror do pior momento, enregelados de sofrer.


domingo, 6 de abril de 2014

Grial, revista de cultura


Encontrei hoje, na 'Feira dos Peludos', em Espinho, uns números soltos da revista Grial [ver a história da revista aqui] entre os quais este, editado em 1968, compilando um estudo de Manuel Rodrigues Lapa sobre a edição,  saída em Itália,  em 1964, das poesias do nosso clérigo trovador Aires Nunes (ou Airas Nunes).
Homem dedicado às letras galaico-portuguesas,  Manuel Lapa detém-se sobre o fundo inspirador provençal dessa lírica e sobre a problemática da origem galega do seu autor. E polemiza aí, a propósito nomeadamente da filologia e da génese,  com o antologiador itálico Giuseppe Tavani e com Carolina Michaelis de Vasconcelos, conceituados cultores desses primórdios da nossa língua comum.
Enfim, no mais recôndito lugar,  entre ferragens, atoalhados, discos em vinil, de tudo um pouco até meias à dúzia a cinco euros 'ó freguesa', ali estava,  dispersa,  a Nação, em adelo mas sobreviva.

domingo, 24 de novembro de 2013

Mulleres da Raia

Data de 2009 o documentário de Diana Gonçalves. Mais informações aqui. Heroínas desconhecidas, o contrabando como sobrevivência. Todos partem.

domingo, 20 de outubro de 2013

Regueifa


Sabeis o que é a regueifa, sem ser o pão com aquele odor apetecível a canela?

«A regueifa é a manifestación máis estendida no noso país do secular arte popular da improvisación oral en verso do que se atopan referencias dende a Antiga Grecia e Roma pasando polas cantigas de escarnio e maldicir da Idade Media ata os nosos días», escreve-se num site dedicado à recuperação e manutenção da tradição oral na Galiza. A ver aqui.

São os sons vadios, a nossa "desgarrada", o repentismo musical populares por essência, imaginativos, surpreendentes.

domingo, 29 de setembro de 2013

Camões, esse desconhecido...


«La Plaza de Portugal, proyectada a finales de los años veinte del pasado siglo, fue inaugurada en 1933, con motivo de la celebración de una semana de Portugal en Vigo. Y un año más tarde, el monumento a Luis de Camões, ofrecido a la ciudad por el Comité de la Exposición Colonial de Oporto, que presidía el capitán Enrique Galvao. Su autor fue el escultor Souza Caldas, director de la Escuela Industrial de Oporto y que tenía el taller en Vila Nova de Gaia. Desde hace años, las autoridades consulares de Portugal en Vigo vienen reclamando, sin éxito hasta ahora, un rótulo o placa "que diga quien es el hombre ilustre a quien rememora ese busto de bronce." [...] [ler a notícia completa no Faro de Vigo aqui]

+
Fonte da imagem: aqui

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Manuel Rodrigues Lapa


Manuel Rodrigues Lapa nasceu na Anadia, no limite sul do velho reino da Galiza consolidado; perto da Anadia está o mosteiro de Lorvão fundado no ano 924 in finibus Gallaeciae. Aos dez anos veio estudar para Lisboa, sob a égide da Casa Pia, frequentando o Colégio de Santa Isabel, onde não terá feito porém todo o liceu, já que em 1913 o vemos colaborador e director do jornal da associação escolar do Liceu Pedro Nunes, Os Novos
Os anos de 1914 a 1919 são os da licenciatura em Filologia Românica; 20/21, o de funcionário da Biblioteca Nacional (então de Raul Proença e do resto do "grupo da Biblioteca", e de muitos seareiros), e de "estágio" docente. Professor agregado em 1922 (no Camões), efectivo em 23 (no Martins Sarmento, de Guimarães), ensina também no Liceu Gil Vicente (pelo menos a partir de 26), até que em 1928 regressa à Faculdade de Letras de Lisboa como assistente, indicado por Leite de Vasconcelos. 
Bolseiro em Paris (1929-1930), doutora-se com Das origens da poesia lírica em Portugal na Idade Média. Com as provas de doutoramento começou aliás um ódio de estimação por Oliveira Guimarães, professor de Coimbra, com quem virá a ter rijas polémicas. Em 32 - ao lado, por exemplo, de Rodrigo de Sá Nogueira - é um dos fundadores do Centro de Estudos Filológicos, o actual CLUL. 
Também 1932 visita a Galiza que percorre toda estabelecendo uma forte relação pessoal com o Afonso Rodrigues Castelão, líder do nacionalismo galego; desde aquela altura terá presente em todos os seus trabalhos a Galiza ao norte do Minho, como parte que é da Lusofonia
[...] Pela mesma época, vai procurando que seja aberto concurso para a cátedra, para que teria pronto O Livro de Falcoaria de Pero Menino (Centro de estudos filológicos, 1931); mas, não só a exigência da abertura do concurso de catedrático não é satisfeita, como, em retaliação de ofensas que produzira em conferência ("A política do idioma e as universidades", 1933, depois coligido em As minhas razões, pp. 39-66), é-lhe negada a renovação do contrato com a Faculdade. Alunos manifestam-se em sua defesa. Reentrará por concurso, como professor auxiliar agregado. Por pouco tempo: em 35 é o governo de Salazar que o afasta do ensino. E não mais voltaria a exercer em academias portuguesas. 
Seguiram-se anos em que subsiste organizando cursos particulares e publicando muito - "o tempo permitirá avaliar com justiça o que os estudantes da minha geração [...] ficaram a dever, da sua cultura literária, ao trabalho da equipa admirável que, sob orientação de Rodrigues Lapa, se dedicou à obscura tarefa de preparação desses livrinhos, de texto seguro e prefácios bem elaborados, que não faltavam em nenhuma das nossas pequenas bibliotecas particulares" (L. Lindley Cintra); entretanto, a direcção de O Diabo (1935-37); estadas no Brasil (a partir de 54, fixando-se em 57, como professor universitário, em Belo Horizonte e, depois, no Rio); regresso a Portugal (1962), e sublimação do apego à Galiza; direcção da Seara Nova (1973-4), desagravos (depois do 25 de Abril) e homenagens (anos setenta e oitenta). [ler o resto aqui]

+
fonte da foto: aqui